sexta-feira, 6 de março de 2009

Santo Antônio !

Olá a todos... Obrigado pela visita!

O texto de hoje brinca, e por isso já peço perdão he he he, com o costume de nossa cultura que diz da capacidade de Santo Antônio de arrumar casamentos. O texto mostra a conversa de um homem com o santo pedindo que este consiga um casamento para uma mulher específica.

Desejo que gostem desta poesia!

Santo Antônio!

Faça ela se casar Santo Antônio!!!
Ouça suas preces tão chorosas,
A coitada pede, implora, mas você não
Ajuda a secar suas faces lacrimosas...

Faça ela se casar Santo Antônio!!!
Dá um jeito, eu sei que você pode...
A moça é tão bonita, tão carente
De um beijo, vá lá Seu Santo! Acode!

A coitada ajoelha todo dia,
Destampa seus joelhos da saia
E te implora um homem, um marido
E o tal do marido, nem ensaia!

Desconfio que seja verdade
O que todos dizem do seu poder
De arranjar marido. Uma moça
Tão singela, é difícil não querer!

Uma boca igual, eu nunca vi!
Pele branca... cheiro de rosa...
Mãos macias não se têm igual.
Uma mulher maravilhosa!...

Ah! Seu santo de meia-tigela!
Não percebe que eu sou louco
Pela moça que encanta até Deus?
Chorei! E só chorar por ela é pouco!

Chega lá, seu santo de uma figa,
Diga a ela que estou perdido!
Remoendo de paixão, sozinho...
De amor mais que enlouquecido!

Está mais fácil que você pensa,
Já lhe dou a dica certa e franca!
Diga a ela para olhar para mim
E estender-me a mão pura e branca,

Que no mesmo instante eu digo sim...
Na mesma hora, no mesmo momento,
Claro, se você ajudar, seu santo infausto,
Eu a agarro e já a peço em casamento!
02/08



Obrigado a todos!!
Um grande abraço!!!



Awgusto Rodrigues Capella*

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Segredo

Boa tarde a todos... Passou o carnaval e é dia então de novo poema, não necessariamente um poema novo. Esta poesia ganhou um concurso em 2006.

O texto de hoje fala sobre o perigo das coisas que desejamos.
Às vezes podem nos trair, os nossos sonhos. Nossos quereres podem nos guardar uma armadilha.
O poeta usa a imagem de um segredo que quer ser livre, quer sair por aí como todas as outras palavras, frases ou assuntos do mundo e busca a sua liberdade procurando uma boca que não saiba guardar segredos e consegue se libertar, mas, vê que a liberdade não é exatamente como ele imaginou e se vê já bem diferente do que era antes...
Então, cuidado com o que deseja!!!

Desejo que gostem! (Imagino que não corro risco algum, desejando isso, não é... rsrs)

O segredo

O segredo não sabe o que é a liberdade.
Vivendo preso ao pensamento,
Busca sempre fugir por uma boca.
Se ela for sensata, se cala e silencia
E o desejo de ser livre se transforma em agonia,
Pois a chance de sair, agora, é pouca!

Mais "sorte" o segredo tem,
Se chega às portas de boca insana,
Que não cala e fala o que não deve,
Que não faz silêncio breve,
Que maltrata, machuca e engana.

Com toda liberdade voa segredo,
Feliz por rodar de boca em boca.
Da morena, da loira, do anão,
Do moço, do velho, na boca do ladrão,
Em todo o canto e em qualquer toca.

O segredo roda, roda e fica tonto.
Vai crescendo a cada boca, a cada dente;
Era magro e está obeso,

Tinha charme e elegância,
Mas agora, passa ileso,

Cada vez mais decadente,
Cada vez mais sem importância...

O seu desejo o transformara em algo
Que não tem mais volta.
Descontente com a nova situação,
Lamenta-se enormemente.
A liberdade virou medo
E esse medo o sufoca!
Sonha agora, em deixar de ser fofoca
E voltar a ser um elegante segredo!

04/06

Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella*

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sonolentidão...

Sem comentários introdutórios para este poema! Obrigado a todos pela visita!

Sonolentidão

O sono me invade sem que eu queira,
Invade-me de tal forma que me controla
E escrever fica difícil, o raciocínio pára...
Tudo se dificulta, exceto fechar os olhos...

O sono me invade às cinco da manhã
O sono me invade às oito da noite
O sono me invade às três da tarde
O sono me invade ao meio dia.

E uma coisa vira duas...
O nítido se embaraça...
O que era leve, pesa
E o claro, se apaga.

Somente o sono
Vem chegando
E as palavras
Vão sumindo...

E enfim,
Sem fala,
Encosto...
E nada!


10/03



Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Poema Piano

Sejam bem vindos todos!

Trago um poema simples, pequeno mas que gosto muito! É um tema trabalhado várias vezes por vários poetas. Mostrar no poema o não-poema, deixar claro para o leitor este antagonismo de ler um poema, mas sendo que o próprio poeta o alerta que o que ele lê não é um poema!

Desejo que gostem!

Poema piano

Hoje sentei junto ao piano...
E mesmo sem saber tocar
Quis escrever esta canção
Para dizer, que assim como não sei tocar este piano, eu não sei também como lhe amar...


E muito menos escrever poesia!


Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella*

No Evangelho de Cristo

Bom dia a todos e obrigado pela visita!

Hoje trago um texto concluído no final de 2008 que mostra o poeta redescobrindo o amor, mas o amor fraternal, o amor de Cristo que estava guardado na estante de sua alma, como na maioria de cada um de nós. É uma reflexão sobre tudo que guardamos em nossas estantes mentais, todos os conhecimentos adquiridos durante nossas vidas de forma direta ou indireta. Tudo está guardado; bastando para nós, apenas acessar e trazer para o consciente e aplicar estes conhecimentos no agora.


No evangelho de Cristo

No evangelho de Cristo esquecido
Na estante da minha alma
Busquei as lições necessárias
Para este coração perdido.

Tirei-lhe a poeira, teias, todo o pó
Com o sopro do Amor Divino
Que brotava em meu coração
No momento em que estive só,

No momento em que me achei perdido,
Minha alma de tristeza toda cheia...
Na cadeia dos pecados sucessivos...
Todo sujo, de tudo, todos esquecido...

Senti uma luz, que certamente minha não era,
Respirei de forma leve, branda, diferente!
Que paz! Um segundo plenamente
Farto de amor, o sentimento da nova era!

Ah! O amor é o que aquece um homem insano,
Que abraça, envolve, preenche cada espaço,
Que sustenta e foi com a força deste abraço,
Meu coração em descompasso, hoje volta a ser humano.

11/08


Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella*

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Amizade Sincera

Obrigado pela visita...

Para compensar a primeira semana de janeiro que não postei nenhuma poesia, essa é a segunda que apresento hoje. Este poema nasceu a partir de uma brincadeira com uma amiga mineira que pediu, meio que num desafio, para fazer-lhe um poema naquele momento. Após alguns vários rabiscos o poema solicitado ficou assim, com um tom mais ameno, mais tranquilo, bem gostoso de se ler. Gosto muito deste texto, principalemente por ele brincar com o poeta que criou a ele próprio.

Desejo que gostem!


Amizade Sincera

De Minas apareceu-me
Uma grande companheira
Que falava de meus versos:
- Nunca li tanta besteira!

Suas palavras me enchiam
De coragem e alegria!
Quando lia outra poesia...
- Mas que bela porcaria!

Noutro dia eu escrevi
Um poema tão bonito...
Ela olhou-me nos meus olhos:
- Isso é seu? Não acredito!!!

Certa noite, cautelosa,
Disse-me com voz discreta:
- Por favor, meu caro amigo,
Desista de ser poeta!!!!!

01/05


Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella*

Por ti

Olá, amigos... Sejam bem vindos e obrigado pela visita!
O texto de hoje é um poema bastante fácil de se compreender e que sugere muitas interpretações individuais haja vista que não narra uma história, mas que segue uma linha de raciocínio e sugestões que levam o leitor a pensar de forma introspectiva.
Desejo que gostem deste novo poema!

Um forte abraço!
Deus vos façam felizes...

Por ti

Faça de uma tarde o melhor dia;
Faça do segundo a melhor hora;
Faça da saudade uma alegria;
Faça o teu futuro no agora.

Faça como nunca tentou antes;
Faça-te capaz de lindas ações;
Faça perdão os pecados dantes;
Faça dos dias, as belas canções.

Faça um teu medo, amedrontado;
Faça de tua morte um nascimento;
Faça da tristeza o teu passado;
Faça a caridade em esquecimento.

Faça de um instante o teu momento;
Faça a tua alma, uma canção;
Faça a tua boca um pensamento;
Faça no teu peito um coração...

01/08


Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sem

Olá a todos.... Um ótimo ano de 2009! Quem diria... Estamos no século XXI!!! Mas como a proposta do blog não é filosofar e sim poetizar, vamos deixar os comentários do século XXI para um outro momento ou, quem sabe, um outro blog destinado às filosofias!


Bem, o poema de hoje chama-se Sem. Gosto muito deste texto porque ele traz imagens muito interessantes e, principalmente, porque o poeta faz uso das palavras que têm o mesmo som e que, por serem utilizadas de forma tão constante e tão próximas uma da outra, nos chama a atenção para diferença ortográfica entre elas.

Desejo que gostem!

Sem

Cem tetos dando lar a cem famílias...
Cem homens dando amor a cem esposas...
Cem mulheres consolando suas filhas...
Sem assunto, vou dizendo várias coisas!

Cem carros cruzam à rua, outros cem...
Cem presos com cem outros do seu lado...
Cem esmolas dão um pouco a quem não tem...
Sem o sono, vou seguindo acordado!

Cem gritos para o dobro de ouvidos...
Cem pessoas, sem espaço, é multidão...
Cem noivas esperando cem maridos...
Sem amor, dou abrigo à solidão!

12/06


Obrigado a todos!!!

Awgusto Rodrigues Capella*